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24 de Novembro, 2021

O que é MVP? Entenda as principais funções desse conceito

Um MVP, Produto Mínimo Viável, do inglês Minimum Viable Product, é um produto com recursos suficientes para atrair novos clientes e validar uma ideia no início do ciclo de desenvolvimento.


Em setores como o de tecnologia, essa abordagem pode ajudar a equipe a receber feedback do usuário o mais rápido possível para iterar e melhorar o projeto. Também proporciona economia, capacidade de otimizar e, até mesmo, centralizar o produto antes da fase final de lançamento.


Para conhecer os principais benefícios de um MVP, seus tipos, dicas de criação e até seu processo final, continue a leitura!


O conceito de MVP

O empreendedor e autor Eric Ries introduziu o conceito do produto mínimo viável em seu livro “The Lean Startup” (2009) e descreve o propósito de um MVP, como uma versão de um novo produto que permite a uma equipe coletar o máximo de aprendizado com o mínimo de esforço.


Assim, uma empresa pode optar por criar e lançar um produto mínimo viável com os seguintes propósitos:


  • Lançar um produto no mercado o mais rápido possível;
  • Testar uma ideia com usuários reais antes de comprometer um grande orçamento para o desenvolvimento completo do produto;
  • Aprender o que repercute no mercado de atuação da empresa.

Além de permitir a validação de um conceito para um lançamento sem fazer todo o projeto, um MVP também pode ajudar a minimizar o tempo e os recursos que você poderia comprometer para construir algo que não terá sucesso.


Uma equipe usa efetivamente o MVP como a peça central de uma estratégia de experimentação. Eles levantam a hipótese de que seus clientes têm essa necessidade e, então, entregam uma versão para saber se vale a pena continuar desenvolvendo.


Com base nas informações obtidas neste experimento, o time de especialistas pode continuar, alterar ou cancelar o trabalho no produto.


Principais benefícios de um MVP

MVP é um conceito de gestão de produtos que funciona excepcionalmente bem ao trazer um novo produto ao mercado. O principal objetivo do MVP é entregar a funcionalidade no que atenderá às necessidades essenciais dos usuários e resolverá um problema específico de forma eficaz.


Tal abordagem traz inúmeros benefícios, incluindo eficiência de custos, riscos mínimos, clareza do produto e outros que serão apresentados abaixo. Continue a leitura!


1. Foco nas principais funcionalidades


A abordagem MVP ajuda a encontrar clareza e focar na funcionalidade principal do seu produto. Ele permite que você teste seu conceito de negócio com custos e tempo mínimos.


A maioria dos proprietários de produtos está propensa a adicionar funcionalidade redundante antes mesmo do produto entrar no mercado. Adicionando uma enorme quantidade de funcionalidade, é muito fácil perder o foco no problema específico que você pretende resolver.


2. Clareza da Visão


Na fase inicial do desenvolvimento do seu produto, você deve especificar os principais recursos, o valor do cliente e anotar tudo.


Depois que uma lista de verificação for criada, compartilhe-a com a equipe. Esta visão primária definitivamente vai ajudá-lo a manter-se no caminho correto e tomar melhores decisões a longo prazo.


3. Desenvolvimento do Relacionamento Precoce com os Clientes


O timing desempenha um papel significativo nos negócios. Ele ajuda a engajar novos usuários e stakeholders na fase inicial do desenvolvimento.


Os primeiros a adotar vão espalhar a notícia sobre seu produto e darão um retorno inestimável. O que pode ser melhor que tornar seu produto 100% orientado para o cliente?


4. Uma melhor compreensão das necessidades do cliente


Dados coletados e pesquisas detalhadas do público-alvo não podem ser superestimados. O feedback dos primeiros adotantes é muito mais valioso do que as melhores suposições de análise de negócios e consultores experientes.


Quanto mais cedo um cliente puder testar o produto, mais eficaz será o desenvolvimento. Seus usuários lhe dirão qual funcionalidade eles mais e menos apreciam, assim como quais recursos você deve adicionar na próxima versão.


5. Limpar a interface do usuário


A abordagem MVP impede que seu produto inicial fique cheio de recursos indesejados. Como resultado, o produto é facilmente adotado e não é complicado no uso.


Essa também é uma boa chance de tentar entender como diferentes características funcionam. Você pode investigar cada um separadamente sem a necessidade de manter um olho em tudo.


6. Liberação mais rápida


A decisão de desenvolver apenas a funcionalidade principal acelera significativamente a liberação do produto. Após o lançamento da versão do seu primeiro produto, você pode testar as principais hipóteses rapidamente e coletar o feedback dos usuários sobre os recursos principais e desejados.


A procrastinação com a data de lançamento pode levar ao desenvolvimento de recursos inúteis e ao desperdício de tempo em correções de bugs caros. Há sempre alguém que pode lançar o mesmo bom aplicativo antes de você.


Faça o seu melhor para manter sua versão inicial mínima, e lançamentos subsequentes incrementais. Isso vai torná-lo muito mais sensível ao mercado.


7. Flexibilidade e Atualizações Constantes


A próxima vantagem de construir um MVP é a possibilidade de ser excepcionalmente responsivo às necessidades do mercado moderno e acelerado. A abordagem MVP cria espaço para atualizações e novos recursos que os clientes pedem.


Além disso, seu produto pode se beneficiar de novas tecnologias e ferramentas à medida que se tornam disponíveis. Ele vai ajudá-lo a manter o produto relevante em um mercado competitivo.


8. Desenvolvimento com Riscos Mínimos


É muito importante ter em mente que aplicativos polidos em larga escala levam anos para criar e exigir muito dinheiro, tempo e esforço. Todos os produtos de software mais usados e populares começaram pequenos e estavam adotando recursos caros e extensos ao longo dos anos. Facebook, Instagram, Spotify, Airbnb e Uber, entre outros, começaram seu desenvolvimento como MVPs.


Quais os tipos de MVP?

Há uma série de ideias de MVP que você pode fazer sem codificação ou com o mínimo de codificação possível. É por isso que o custo de desenvolvimento é geralmente muito menor do que o de um produto final. Existem diversos tipos, mas listamos seis a seguir:


1 - Fumaça


Processo de execução de casos de teste envolvendo a funcionalidade importante de um componente ou sistema, para verificar se funções cruciais do software funcionam corretamente.


Os testes de fumaça são projetados, especificamente, para serem executados de forma rápida e frequente durante os estágios de desenvolvimento.


2 - Protótipo


Os protótipos digitais são usados para economizar tempo e dinheiro no desenvolvimento e são muito eficazes para demonstrar a funcionalidade do seu produto.


Eles tornam os problemas de usabilidade e funcionalidade muito mais fáceis de detectar e resolver no início, antes de você investir em muito design e desenvolvimento de front-end.


3 - Duplo


Trata-se de um teste AB desenvolvido em dois formatos para analisar a aceitação, o desempenho e a experiência do usuário visando avaliar cada versão.


Por exemplo, uma empresa que desenvolve um jogo pode criar dois protótipos com diferenças de interface, sistema operacional e tamanho, por exemplo.


4 - Mágico de Oz


A abordagem Mágico de Oz fornece a imitação das funções do produto, embora essas funções tecnicamente não sejam implementadas. O MVP pretende testar uma hipótese, para provar a viabilidade do modelo de desenvolvimento de negócios escolhido.


5 - Concierge


Essa metodologia é adequada para serviços online com o objetivo de automatizar a resolução de problemas do público-alvo. Nas fases iniciais de implementação, você fornece manualmente o serviço.


Assim você pode ver se as pessoas estão dispostas a pagar e quanto estão dispostas a gastar. Além disso, você pode verificar quais recursos são os mais importantes para o seu público e precisam ser implementados primeiro.


6 - Piecemeal


O piecemeal torna possível testar e implementar a ideia sem desenvolver um software exclusivo, por exemplo. Para usar esse tipo de MVP, você coleta serviços e ferramentas já existentes e os combina em uma única interface. Ele permite que você economize dinheiro e tempo que gastaria no desenvolvimento de sua tecnologia.


5 dicas para criar um MVP de sucesso e de forma rápida

O MVP é sobre testar sua ideia e descobrir o que funcionará exatamente para direcionar adequadamente seus clientes e garantir que o MVP atenda às suas necessidades. Se tudo for feito corretamente, então será muito mais fácil finalizar o produto e comercializá-lo mais tarde.


Além disso, você pode usar uma estrutura no-code (sem código) para criar softwares sem compor uma linha de código.


Essas ferramentas geralmente têm uma interface amigável e recursos de arrastar e soltar, permitindo que você visualize o processo de implementação e descreva a lógica geral de negócios com facilidade.


A abordagem MVP assume que um orçamento mínimo para trabalhar não inibe sua oportunidade de experimentar e idear. Por isso, pense em sua metodologia e processos para garantir que eles possam alinhar e apoiar seus resultados, o que deve incluir testes iniciais de hipóteses e identificação da demanda, bem como informações detalhadas do usuário (desejos e necessidades).


Conheça abaixo cinco dicas para desenvolver um MVP rapidamente:


Passo 1: Pesquisa de Mercado


Antes de iniciar uma ideia, certifique-se de que ela satisfaz as necessidades dos usuários-alvo. Assim, realize pesquisas, porque quanto mais informações você tiver, maiores são as suas oportunidades de sucesso. Além disso, acompanhe a concorrência para pensar em algo original e surpreender os usuários.


Passo 2: Expresse sua ideia


Qual o valor que seu produto oferece aos seus usuários? Como isso pode beneficiá-los? Por que comprariam seu produto? Essas são perguntas importantes a serem pensadas para ajudar a expressar melhor sua ideia. Você também deve ser claro sobre as estimativas essenciais do seu produto.


Passo 3: Considere o processo de design e o fluxo do usuário


Projete o aplicativo de uma forma conveniente para os usuários, desde a abertura até o processo final, como fazer uma compra ou entrega. Seu foco deve ser mais em tarefas básicas e definir as características de cada etapa.


Passo 4: Liste os recursos do projeto


Em primeiro lugar, liste todos os recursos que deseja incorporar ao seu produto antes de começar a construir o MVP. Uma vez concluído o processo de construção, cruze com a lista.


Quando você tem uma lista de recursos para cada etapa, você precisa priorizar. Para priorizar os recursos, faça perguntas como: “O que meus usuários querem?” e “Estou oferecendo algo benéfico?”


Em seguida, categorize todos os recursos restantes com base na prioridade: alta, média e baixa. Quando você tiver organizado todos os recursos, você pode definir seu escopo para a primeira versão do produto, e passar para a construção de um MVP.


Passo 5: Construa seu MVP


Visto que você já decidiu sobre as principais características e aprendeu sobre as necessidades do mercado, pode criar o seu MVP. Contudo, tenha em mente que um protótipo não é de qualidade inferior a um produto final, e ainda precisa atender às necessidades do seu cliente. Portanto, deve ser fácil de usar, envolvente e adequado para seus usuários.


Tudo faz parte de um processo: primeiro, o escopo do trabalho é definido, e o produto é movido para a fase de desenvolvimento. Após a conclusão do desenvolvimento do produto, o produto precisa ser testado.


Revise tudo logo após o lançamento do MVP, ou seja, colete a reação do seu cliente ao lançamento. Com seu feedback, você pode determinar se o produto é aceitável no mercado se ele está competindo com os outros produtos do mercado, e assim por diante.


MPV e o processo final

Um MVP é um processo centrado em testes. Nesse processo, as empresas identificam suas suposições mais arriscadas, encontram o menor experimento possível para testar essa suposição e usam os resultados do experimento para orientar o desenvolvimento.


A principal vantagem aqui é que um Produto Viável Mínimo permite que as organizações comecem a construir menores e iterativamente produzir um produto melhor e mais polido — tudo de uma forma que lhes permita aproveitar a inteligência do usuário para tomar as melhores decisões.


A cada versão de lançamento, o produto evolui para maximizar o ROI (return over investment, em português retorno sobre Investimento) e avançar para uma aplicação totalmente madura.


A abordagem MVP permite economizar dinheiro abandonando ideias inviáveis de inicialização. Também ajuda você a melhorar o produto a tempo e a coletar um banco de dados de clientes antes do lançamento completo.


O que você achou de entender mais sobre o MVP? Continue acompanhando os conteúdos da Round Pegs.


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